Terça-feira, 13 de novembro de 2018.
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Atualizada em 23/08/2017
Seinfra, Cehop e DER reúne com Aseopp e profissionais da área de projetos para discutir sobre obras públicas.
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Debater questões referentes a melhorias de projetos, preço e execução de obras públicas. Foi com esse objetivo que o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano (Seinfra) em parceria com a Associação Sergipana de Empresários de Obras Públicas e Privadas (Aseopp), Cehop e DER, realizou na manha da última terça-feira, 22, uma reunião para debater sobre o assunto, com diversos órgãos e profissionais projetistas liberais que fazem parte de todo o processo de construção de obras no Estado.

“Essa reunião se fazia necessária porque a muito tempo as empresas de projeto, orçamentistas e projetistas já vinham questionando, questões de preço de projetos e nós por outro lado, estamos testemunhando a qualidade dos projetos que muitas vezes chegam inconsistentes. Muitas vezes após começar uma obra, logo no inicio a obra já apresenta problemas de concepção de projeto, ficando para a fiscalização e o gestor o trabalho de identificar alternativas para aquele problema. Isso acaba trazendo prejuízos, pois é preciso parar a obra para encontra novos meios e isso demanda tempo. Então nada melhor que criar um espaço para ouvirmos o outro lado e buscar soluções para melhoria nas obras publicas, melhorias de projeto, de preço e de execução”, explicou Valmor Barbosa, Secretário de Estado de Infraestrutura.

O presidente da Aseopp, Luciano Barreto ressaltou a importância da reunião. “A iniciativa da Seinfra foi muito importante para que as obras públicas possam cumprir o prazo de execução, primando pela qualidade da obra e respeitando o preço máximo que hoje não reflete os custos que temos de fato na obra. A luta da associação é que o projeto tenha qualidade e que esteja concomitante ao preço para que essa equação possa enfim ser resolvida, pois sendo assim, logo teremos projeto de boa qualidade, com preço justo e sem paralisações durante a execução da obra”, pontuou Luciano Barreto.

“Esta reunião de trabalho já foi bastante positiva e agora vamos começar a trabalhar efetivamente porque ao longo desses anos percebemos que a qualidade dos projetos tem caído bastante e geralmente os projetistas colocam que os preços pagos por estes projetos não estão reais, então a partir desta semana vamos criar um grupo técnico dentro da Cehop fazer uma avalição preliminar desses preços e a seguir vamos criar um fórum permanente de debate com a participação da EMURB, do CAU, do CREA da ASEOP e mais uns 10 empresários de projetos para começar a avaliar tecnicamente onde nós podemos melhorar estas planilhas e consequentemente corrigindo esta planilha em termo de preço, nós passaremos a receber projetos de melhor qualidade e consequentemente obras menos demoradas”, pontuou Caetano Quaranta, presidente da Cehop.

O presidente licenciado do Crea, Arício Resende Silva, a iniciativa é válida no do ponto de vista da organização da engenharia um encontro como este. “Nada melhor do que os órgãos responsáveis por essas obras e esses orçamentos abrir espaço para discutir toda essa questão desde o projeto e custo de obra, até a execução, porque o que encontramos muitas vezes são obras paralisadas por algum problema referente ao processo de concepção e/ou contratação e nossa instituição esta aqui engajada para encontramos a melhor solução para a melhoria dos trabalhos e obras. Esse passo é muito importante e significativo”, observou Aricio.

ORSE
O Governo do Estado possui um Software chamado ORSE -Orçamento de Obras de Sergipe, que foi desenvolvido e é mantido pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas de Sergipe - CEHOP há mais de dez anos, para atender à determinação contida nos artigos 8º e 9º da Lei Estadual nº 4.189 de 28.12.1999 que criou o Sistema Estadual de Registro de Preços para Obras e Serviços de Engenharia.

Atualmente o banco de dados conta com 9885 insumos e 9627 composições de preços unitários. O sistema continua sendo disponibilizado de forma gratuita, propiciando o acesso fácil e rápido das informações a toda a comunidade técnica, empresarial, científica e órgãos de fiscalização e controle.

“Possuímos um software nacional, pois ele é utilizado em todo país. O sistema ORSE tem muito tempo e quando criado ele tinha uma faixa de mais de 500 composições e com isso o sistema não estava mais conseguindo rodar, nós trabalhamos no sistema durante seis meses e o ORSE foi revitalizado e foi colocado no ar. Tem pouco mais de 30 dias e nesses 30 dias ele foi visitado por mais de 13.500 pessoas de 504 municípios do Brasil e todas as capitais e para nossa surpresa apesar de ser um programa da Cehop e de Aracaju, os maiores usuários não estão em Aracaju, estão em Salvador, Maceió e no eixo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, somente estes três estados, foram mais de 3.600 usuários e isso prova que o ORSE que já era bom, que já era uma referencia tende a ficar melhor ainda, e após estas reuniões a tendência é ficar ainda melhor e mais completo, facilitando cada vez mais melhoria das obras públicas”, completou Caetano Quaranta.

Por Amanda Melo
Fotos: Jorge Reis
 
 
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