Quinta-feira, 27 de abril de 2017.
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Atualizada em 08/03/2017
Presença da mulher na construção civil pública é cada vez maior
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Determinação, talento e a consciência de poder fazer bem-feito são qualidades inerentes ao sexo feminino. Ao longo das últimas décadas a conquista da mulher no mercado de trabalho atingiu números sequer antes imaginados, principalmente em áreas dominadas pelo sexo oposto, a exemplo da construção civil.

Na Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), Companhia Estadual de Obras Públicas (Cehop) e no Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER), a presença feminina não se limita apenas às funções burocráticas tão comum em repartições públicas. Mesmo sem dispensar a maquiagem, o salto alto, a escova nos cabelos e o figurino característico, as mulheres fazem o uso dos EPI'S e vão a campo exercer o ofício que até certo tempo era restrito aos homens.

Cada vez mais, engenheiras civis, arquitetas, técnicas em edificações, além de outras profissões diretamente relacionadas à construção civil fazem parte do quadro profissional desses órgãos do Governo de Sergipe, não apenas como simples colaboradoras, mas também ocupando cargos de chefia, ressaltando que competência e meritocracia são fortes aliadas no processo de igualdade e democracia.

CEHOP
Na Companhia Estadual de Obras Públicas (Cehop) além de desempenhar funções nos departamentos financeiros, de créditos imobiliários, assessoria jurídica, de planejamento e de comunicação, serviço social e na administração geral, as mulheres elaboram, fiscalizam e gerenciam projetos de arquitetura e engenharia que muito contribuem para o progresso do Estado. A predominância feminina também se faz presente no comando de departamentos cruciais para o bom funcionamento da Cehop. Na Assessoria de Planejamento, Comissão de Licitação, Diretorias Financeira, de Operações e Serviços, Gerências de Contabilidade, Infraestrutura, Obras Civis, Operações Imobiliária e Recursos Humanos, as mulheres quebraram as barreiras e fazem jus aos cargos de chefia que lhes foram confiados apresentando bons resultados.

Para a engenheira civil, Ana Amélia Machado, o reconhecimento do trabalho das mulheres na Cehop é constantemente ampliado. “Ao longo do tempo as mulheres foram ocupando postos de trabalho que historicamente eram somente dos homens. Nessa trajetória ficou comprovado o excelente desempenho e integração nas diversas áreas e isso resulta nos inúmeros cargos e funções ocupadas por mulheres na empresa”, destaca.

DER
No Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER) a mulher se faz presentes na mais diversas áreas e tornou-se símbolo de respeito e admiração. Trabalhando na empresa há bastante tempo, a Chefe de Gabinete, Suzana Silva, diz que hoje a situação é muito diferente. “Não apenas na sociedade em geral, sobretudo em um ambiente de trabalho onde a presença masculina é muito grande, a discriminação por sermos mulheres era inevitável. Foi um longo caminho percorrido até a compreensão de que além de mãe e esposa dedicadas, podemos sim, ser excelentes profissionais”, declara.

Trabalhando na área administrativa há 32 anos, Roselies Luísa de França, conta que apesar da diferença de gêneros, foi e ainda é muito respeitada e admirada. “Quando iniciei aqui no DER enfrentei vários desafios, pois a maioria dos meus colegas eram homens e no setor éramos apenas três mulheres. Mas, apesar disso, em nenhum momento tive receio de trabalhar com eles e, acredito que com o passar do tempo, eles perceberam que a competência estava acima do nosso sexo”, avalia.

Há mais de duas décadas na empresa, a Engenheira Civil, Maria da Glória comemora a valorização que a mulher conseguiu. “No começo da minha vida profissional senti muita discriminação e creio que foi por estar em uma área predominantemente masculina. Fico feliz por atualmente a mulher está cada vez mais presente no mercado de trabalho e ampliando seu espaço na economia nacional e, isso se torna mais gratificante quando além de cumprir com dedicação as nossas tarefas nas empresas, somos mães, esposas e donas de casa”, destaca.

SEINFRA
Gerenciadora da maioria das obras de infraestrutura do Estado, o efetivo de profissionais do sexo feminino na Seinfra vai além das tradicionais funções comuns às secretarias estaduais. O quantitativo de engenheiras civis e arquitetas é proporcionalmente compatível ao registro de mulheres no mercado da construção civil nacional, nas áreas públicas e privadas.

Para a engenheira civil e integrante da Coordenadoria de Obras, Anne Caroline Varjão, a importância da figura da mulher na construção civil é similar à do homem. “Nos últimos anos a presença feminina nos canteiros de obras se tornou mais frequente. Trabalhar nessa área é apaixonante e desafiador, uma vez que temos boa parte da responsabilidade de transformar o cenário urbano de forma sustentável para toda a população. Acredito que as mulheres em sua maioria faz diferença dentro desse contexto pelo fato de serem mais detalhistas, atenciosas e cuidadosas. Porém, tanto os homens quanto nós somos essenciais e, trabalhando juntos em prol do desenvolvimento do nosso Estado e do nosso país, podemos fazer um grande diferencial na vida das pessoas”, ressalta.

Primeira mulher a ocupar o cargo de Superintendente Executiva em um órgão público estadual ligado à área da engenharia civil, a arquiteta e urbanista, Débora Menezes Dias, se mostra feliz com a valorização concedida às profissionais. “A construção civil deixou de ser uma área dominada por homens e passou a ser conquistada pelas mulheres tanto nos canteiros de obras, como na parte administrativa dos órgão públicos. Estamos contribuindo e mostrando que com competência, capricho e zelo podemos ser bastante úteis no mercado de trabalho do qual a gestão pública tem uma parcela muito importante”, afirma.

Há oito anos ocupando a Chefia de Gabinete da Seinfra, a assistente social, Denise Cardoso, reitera que na última década o nicho predominantemente masculino ganhou novos tons. “É gratificante constatar que ao longo dos anos o mercado da construção civil privado e público tem absorvido profissionais ligadas diretamente a essas áreas e que os resultados têm sido bastante salutares. Posso assegurar que é uma conquista sem precedentes, pois, antes de ingressar na vida pública há 15 anos, trabalhei em uma grande construtora onde a única mulher era eu. Assim, vejo que os esforços femininos foram abraçados pelos gestores do sexo oposto e cada vez mais correspondemos à altura do que nos é exigido”, frisa.

Gestão Democrática
Para o Secretário Estadual da Infraestrutura, Valmor Barbosa, a participação feminina na construção civil pública sergipana condiz com a atual realidade nacional. “Segundo dados do Ministério do Trabalho, 200 mil mulheres atuam formalmente no mercado da construção civil e, além de profissões como arquitetura e diversos níveis de engenharia além da civil, o número de tecnólogas, serventes, carpinteiras, soldadoras, técnicas em segurança do trabalho, ajudantes e pedreiras teve um salto considerável. Talvez um fator preponderante para esse aumento seja o perfeccionismo peculiar do sexo, uma vez que elas são muito mais cuidadosas e detalhistas ao manusear determinados equipamentos, bem como são mais pacientes e precisas no que diz respeito ao acabamento de obras, revestimentos de áreas externas e finalização de detalhes”, explica.

Ele acrescenta que a absorção de profissionais dessas áreas não apenas na Seinfra e seus órgãos vinculados, mas também nas demais secretarias é o reflexo de uma gestão participativa. “O governador Jackson Barreto acredita no potencial feminino e, ao longo dos últimos anos tem ampliado a área de atuação das mulheres nos mais diversos segmentos. Em várias secretarias as mulheres ocupam cargos importantes onde até pouco tempo figuravam somente homens e, isso é a mais clara demonstração de um governo democrático e que cada vez mais trabalha para cuidar melhor da sua gente”, enfatiza.

Por: Alex Santiago
Fotos: Jorge Reis
 
 
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