Quinta-feira, 27 de abril de 2017.
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Atualizada em 01/08/2016
Vandalismo nos equipamentos urbanos da Orla de Atalaia gera prejuízos ao Governo do Estado
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A contínua depredação dos equipamentos urbanos na Avenida Santos Dumont, no trecho entre o Centro de Cultura e Arte J. Inácio até a Passarela do Caranguejo, ainda é um mal presente no dia a dia da Orla de Atalaia e tem ocasionado constantes prejuízos às finanças do Estado.

Pichações em todas as áreas, destruição dos bancos de concreto, alambrados das quadras esportivas, brinquedos dos parques infantis, placas de sinalização, plantas e até os coqueiros têm sido alvo dos vândalos, que arrancam suas palhas para confeccionar souvenires e ainda cortam o olho, fazendo com que a árvore frutífera morra. Fatos dessa natureza tem ocorridos com uma frequência maior em um dos maiores cartões-postais sergipanos, onerando ainda mais os cofres públicos.

Despesas maiores
De acordo com o Secretário Estadual da Infraestrutura, Valmor Barbosa, os custos para recuperar os estragos causados são altos. “Diariamente 45 profissionais de diversas áreas se revezam entre os serviços de varrição, coleta de lixo, manutenção de todo o projeto paisagístico, reparos elétricos e hidráulicos, limpeza dos lagos e alimentação das aves que o habitam, manutenção e substituição de lâmpadas, luminárias, refletores, quadros elétricos e cabeamento danificados, além dos cuidados técnicos diários com as duas fontes luminosas, investimentos estes que se aproximam dos R$ 150 mil, porém, por conta da constante depredação, as despesas estão atingindo quase R$ 200 mil”, revela.

Ele acrescenta que o Governo do Estado sabe que os cuidados técnicos são indispensáveis, mas que alguns reparos constantes poderiam ser evitados. “Não medimos esforços na periodicidade regular da manutenção de toda a área da Orla sob nossa responsabilidade, que corresponde a 6 km de extensão. Atualmente estamos recuperando alguns brinquedos do Mundo Maravilhoso da Criança que foram depredados. Porém, não fosse a falta de consciência de alguns cidadãos em destruir o patrimônio, os gastos diminuiriam, visto que as diversas formas de vandalismo praticadas com frequência em inúmeros equipamentos do local, elevam o valor das despesas com a manutenção acima do previsto”, afirma.

Reconstrução da passarela
Valmor Barbosa diz ainda que o último ato de vandalismo praticado aumentará ainda as mais os gastos com reparos neste mês. “Segundo diversas testemunhas, na tarde do último domingo, 24, quatro vândalos arrancaram propositadamente um terço do guarda-corpo da passarela de acesso à praia, localizada em frente aos Arcos da Orla. Como foi desprendido com violência, dezenas de travessas (parte de sustentação entre a base paralela ao piso e ao corrimão) foram quebradas, sendo necessário a reconstrução de todas elas, o que envolve medição, perfuração de espaços e a aplicação de parafusos, o que requer um tempo de aproximadamente 25 dias”, explica.

O secretário ressalta que é necessário a ajuda de todos para que esse tipo de ação diminua. "Estamos sempre solicitando o apoio da Polícia Militar para tentar coibir esse tipo de infração, porém, as pessoas têm de estar conscientes de que o vandalismo representa prejuízo para elas e para a cidade como um todo, já que o dinheiro que está sendo gasto com a reforma ou a substituição de equipamentos poderia ser utilizado em melhorias de outros setores prioritários. E, qualquer cidadão ao presenciar algum ato desse tipo, pode ligar para o 190 e denunciar os infratores às autoridades competentes, fazendo assim com que eles respondam pelos danos causados”, enfatiza.

Por: Alex Santiago
Fotos: Jorge Reis
 
 
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