Terça-feira, 25 de abril de 2017.
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Atualizada em 29/10/2012
Secretário contesta dados da pesquisa CNT, sobre estradas
Na avaliação de Valmor Barbosa, a Pesquisa desconsiderou eixos rodoviários importante para Sergipe
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Encurtar distâncias, promover o desenvolvimento econômico, facilitar o fluxo de pessoas e o escoamento de produtos são alguns dos benefícios gerados com a implantação e recuperação de rodovias. Para promover o desenvolvimento econômico e social do estado, o Governo de Sergipe já investiu um valor superior a R$ 400 milhões na recuperação de mais de mil quilômetros de malha viária. O secretário de Estado de Infraestrutura, Valmor Barbosa, explica os investimentos estruturantes realizados e questiona a 16ª edição da pesquisa de rodovias da Confederação Nacional de Transporte (CNT), a qual classificou as rodovias estaduais como regulares, ruins e péssimas.

O estudo analisou 95.707 quilômetros da malha rodoviária brasileira e considerou os aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria da via, o que permite a classificação dos trechos como ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. Os resultados, divulgados nesta quarta-feira, 24, foram apresentados por tipo de gestão (pública ou concedida), de rodovia (federal ou estadual), por região e por unidade da Federação.

Na avaliação de Valmor Barbosa, a Pesquisa desconsiderou eixos rodoviários importante para Sergipe, a exemplo da Rota do Sertão, a rodovia da Integração e a rodovia que liga Nossa Senhora da Glória a Carira.

“Tomei como surpresa o conteúdo da matéria. Discordo dessa avaliação feita no seguinte aspecto: quando a CNT diz que os 95.707 quilômetros estudados são das rodovias mais relevantes do Brasil, o primeiro critério a ser estudado é o grande volume diário de veículos. Uma rodovia é importante quando é bastante usada e isso só pode ser aferido através do fluxo maior de veículos. Como secretário de Infraestrutura do Estado, responsável pela implantação, manutenção e recuperação da malha viária estadual, estou questionando o porquê das rodovias mais relevantes do Estado não aparecerem na pesquisa. Toda rodovia é importante, traz dignidade e crescimento para a região, mas em termos de volume de veículos, que é o que classifica a relevância da rodovia, as principais não foram analisadas”, informou.

Valmor destacou a recuperação da rodovia Lourival Baptista (SE-270), que foi citada na pesquisa como ‘estado geral bom’. A rodovia interliga a região Centro-Sul do estado, cortando as cidades de Salgado, Lagarto e Simão Dias e é a principal via de acesso desses municípios à capital. A via é usada ainda pelos que trafegam para os municípios de Tobias Barreto, Riachão do Dantas e Poço Verde.

“Quando fizemos nosso planejamento rodoviário, o governador Marcelo Déda partiu das rodovias mais importantes para o estado em termos de fluxo viário, como a rodovia SE-270, que está nessa relação e que foi toda recuperada, são mais de 70 quilômetros de extensão”.

Ele enfatiza que os eixos rodoviários de Sergipe deram salto de qualidade durante a gestão Marcelo Déda. Conforme dados da Seinfra, em janeiro de 2007, a malha viária sergipana encontrava-se em estado precário de conservação, com buracos e falta de sinalização, colocando em risco à segurança da população, com 62% das rodovias em condições ruins e apenas 9% apresentavam bom estado de conservação. Em 2011, a situação era oposta: 56% da malha rodoviária estavam em boas condições e apenas 12% estavam em condições ruins. “No geral, Sergipe está inserido no contexto de malha viária bem avaliada”, disse.

Rota do Sertão

Orçada em R$ 51 milhões, a Rota do Sertão possui 216,5 quilômetros e atravessa os municípios de Itabaiana, Ribeirópolis, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Dores, Cumbe, Feira Nova, Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Poço Redondo até chegar a Canindé de São Francisco.

“A Rota do Sertão representa mais de 200 Km de intervenção do Governo do Estado, de via alargada, sinalização horizontal e vertical, acostamento que não aparece nessa pesquisa. Saindo da BR-101, a rodovia passa por Siriri, Dores, Feira Nova, Glória, Poço redondo, Canindé e chega à divisa com a Bahia, retornando por Nossa Senhora Aparecida, Ribeirópolis e Itabaiana”, lembra o secretário.

Rota da Integração

Entregue em 2011, a importante via de transporte interliga 10 municípios distribuídos por três territórios de desenvolvimento: Baixo São Francisco, Alto Sertão e Médio Sertão. A Rota da Integração, a exemplo da Rota do Sertão, melhora as condições de tráfego nas regiões, reduzindo o número de acidentes, escoando a produção agrícola e aumentando o fluxo turístico.

A Rota da Integração é composta pelas rodovias SE-170, SE-200 e SE-425 e a recuperação dos 111 km de malha viária foi viabilizada por meio de um investimento superior a R$ 56 milhões. A rodovia corta as cidades de Feira Nova, Graccho Cardoso, Itabi e Gararu, Nossa Senhora de Lourdes, Canhoba, Amparo do São Francisco, Telha, Cedro de São João e Propriá.

Executada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), por meio do Departamento Estadual da Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER), a obra oferece segurança e conforto para quem transita na região. A rodovia permite também o desenvolvimento dos municípios, facilitando o escoamento da produção agrícola e industrial e a interiorização do turismo, estimulando, consequentemente, o comércio na região.

Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, Valmor Barbosa, a melhoria era uma demanda antiga da região beneficiada. “É uma obra fundamental, que representa o terceiro eixo rodoviário mais importante de Sergipe. O primeiro eixo foi a Rota do Sertão, onde reconstruímos 216 Km de rodovia, o segundo é a restauração da Rodovia Lourival Baptista, que liga diretamente à BR-101 à divisa com o estado da Bahia”, explicou.

Já a rodovia que liga os municípios de Nossa Senhora da Glória e Carira forma um novo corredor de circulação interna no semiárido e no Agreste do Estado, além de agilizar o escoamento da produção de milho e leite, principais atividades econômicas das duas cidades. “Essa é outra rodovia importantíssima para toda aquela região do sertão e agreste do Estado que não aparece no estudo do CNT”, lembrou Valmor. Com extensão de 46 km (com 6,60 metros de pista de rolamento e quatro metros de acostamento), a rodovia permite uma redução superior a 50 km em relação à ligação por asfalto entre as duas cidades, através da BR-235 e da Rota do Sertão, cuja extensão é de 96,7 km.
 
 
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